Da redação
Georges St-Pierre revelou, em entrevista no canal de Demetrious Johnson no YouTube, por que a aguardada superluta entre ele e Anderson Silva nunca ocorreu no UFC. O canadense detalhou as exigências feitas à organização, durante o auge de suas carreiras, entre 2007 e 2013, que não foram atendidas.
Segundo GSP, o UFC demonstrou interesse em promover o confronto entre os campeões das categorias meio-médio e médio. Ele afirmou ter recebido contato direto de Dana White e Lorenzo Fertitta, ressaltando que “a organização queria realizar a superluta”, eliminando a ideia de desinteresse por parte da empresa.
Ciente do interesse e do tamanho do evento, St-Pierre estabeleceu três condições: melhoria contratual, disputa em peso combinado e implementação de testes antidoping. “Se vocês querem que eu suba de categoria, preciso ser compensado porque é diferente”, explicou o ex-campeão.
GSP destacou que queria um contrato melhor, remuneração superior e uma luta em peso combinado, já que Anderson Silva também tinha histórico nos meio-médios. Ele ressaltou a necessidade de poder retornar à sua categoria original após a luta e pontuou: “O terceiro ponto era que eu queria que implementassem testes antidoping”.
St-Pierre afirmou que o UFC não respondeu às exigências feitas. “Se o peso combinado fosse de 81,6 kg, a compensação fosse razoável e também os testes antidoping, eu toparia. Mas o UFC não deu continuidade a isso. Não sei se falou com o Anderson sobre isso, mas só me perguntou uma vez”, disse o ex-lutador.
Reconhecido como um dos maiores nomes do MMA, Georges St-Pierre, 45 anos, começou a carreira em 2002 e se aposentou após sua última luta, em 2017. Ele foi campeão nas divisões meio-médio e médio do UFC, somando 26 vitórias e apenas duas derrotas, e integra o Hall da Fama da organização.







