Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (3) que pretende nomear Todd Blanche para o cargo de procurador-geral. O anúncio ocorreu durante evento na Casa Branca e a indicação oficial está prevista para esta quinta-feira, segundo declaração feita pelo próprio Trump.
Ex-advogado pessoal de Trump, Blanche lidera interinamente o Departamento de Justiça desde a saída de Pam Bondi em abril. Ele acelerou investigações contra adversários do presidente e anunciou a criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão para compensar aliados de Trump por suposta perseguição política. A proposta suscitou polêmica e acabou retirada após intensa reação bipartidária.
Ao assumir o posto, Blanche afirmou que não estava “fazendo teste” para a nomeação permanente, mas tem adotado medidas de grande repercussão. Entre as ações mais polêmicas, destacou-se a criação do chamado Fundo Anti-Instrumentalização, que encontrou resistência até mesmo entre republicanos no Senado, apoio necessário para sua confirmação.
Blanche nega sofrer pressão do presidente e disse estar comprometido em corrigir abusos do passado. Sob sua gestão, o Departamento de Justiça ampliou investigações sobre antigos adversários de Trump. Ele rejeitou acusações de politização do departamento, declarando foco no que considera irregularidades da administração anterior.
Entre decisões recentes, destacou-se o indiciamento do ex-diretor do FBI James Comey por uma foto publicada nas redes sociais, considerada ameaça ao presidente, e a nomeação de Joseph diGenova para conduzir investigações na Flórida sobre possíveis conspirações contra Trump.
Blanche ganhou destaque como ex-promotor federal em Nova York e por liderar a defesa de Trump no julgamento do caso de hush money. Segundo ele, essa experiência proporcionou “visão direta” do que classifica como instrumentalização do sistema de justiça criminal contra o presidente.






