Da redação
Levantamento realizado pela Ativaweb DataLab identificou, após a Marcha para Jesus em São Paulo, divisões no eleitorado evangélico quanto à presença de figuras políticas e discursos eleitorais no evento. A análise ocorreu a partir do monitoramento de mais de 17 milhões de menções públicas nas redes sociais nas primeiras 20 horas após a marcha.
Segundo o estudo, parte significativa dos participantes manifestou desconforto com a atuação política no evento religioso, destacando que a presença de alguns políticos despertou debates intensos sobre a mistura entre celebração religiosa e campanha eleitoral. O levantamento aponta que a reação nas redes foi polarizada e refletiu tendências do eleitorado evangélico.
Há relatos de que manifestações de algumas lideranças políticas geraram aprovação entre seus apoiadores, porém receberam críticas de grupos que defendem a separação entre religião e política. As menções analisadas indicam que discursos com teor eleitoral tiveram repercussão ambígua, sendo alvo tanto de elogios quanto de reprovação online.
O monitoramento identificou, ainda, que personalidades religiosas presentes tentaram equilibrar a pauta espiritual e social, buscando não associar diretamente o evento à promoção de candidaturas específicas. A análise dos dados mostra que pronunciamentos com ênfase na fé e na inclusão social tiveram maior receptividade entre usuários das redes.
O estudo ressalta que a polarização observada reflete um cenário de debate contínuo dentro dessa parcela da sociedade. Segundo a Ativaweb DataLab, a repercussão envolve preocupações sobre a preservação do caráter original da marcha e sua instrumentalização por interesses políticos durante o período pré-eleitoral.
A Marcha para Jesus, realizada anualmente em São Paulo, é um dos maiores eventos religiosos do país e reúne milhões de pessoas em manifestações de fé nas ruas da cidade. A edição deste ano contou com participação expressiva de figuras públicas e lideranças religiosas nacionais.





