Da redação
Brendan Banfield, de 41 anos, foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional nos Estados Unidos. A sentença foi anunciada em junho de 2024, no estado da Virgínia, após sua condenação pelo assassinato da esposa e do americano Joseph Ryan, segundo decisão da juíza Penney S. Azcarate.
Durante a audiência, a juíza classificou como “maldade” o nível de crueldade, cálculo e desumanidade do caso. Banfield foi sentenciado após familiares das vítimas prestarem depoimentos emocionados. O crime ocorreu em 2023 na residência da família em Herndon, onde também estava a filha pequena do casal.
Além da prisão perpétua, Banfield recebeu penas adicionais por crime com arma e por colocar a filha em risco. Segundo informações da promotoria, ele e a au pair brasileira Juliana Peres Magalhães criaram perfis falsos na internet para atrair Joseph Ryan até o local, tentando incriminá-lo e encobrir o assassinato da esposa.
Juliana, que atuava como babá na casa há dois anos, participou do plano, conforme depoimentos apresentados ao júri. Ela declarou que Banfield queria evitar pagar o divórcio e dividir a guarda da filha, motivo pelo qual, segundo seu relato, teria planejado o assassinato de Christine Banfield. Ryan teria sido atraído para o local com a promessa de um encontro sexual.
Banfield negou envolvimento no crime, alegando que atirou ao ver Ryan atacando a esposa no quarto, versão rebatida pela promotoria. A defesa classificou como “absolutamente maluca” a acusação de conspiração. Familiares das vítimas criticaram a versão apresentada pelo réu durante o julgamento.
Juliana Peres Magalhães, de 26 anos, se declarou culpada em outubro de 2024 por homicídio culposo pela morte de Ryan, firmando acordo de cooperação com a acusação. Apesar da recomendação de tempo já cumprido, a juíza a condenou a dez anos de prisão, destacando “deliberado desrespeito pela vida humana” em suas ações.





