Da redação
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, foi presa em flagrante nesta terça-feira (2) em Joinville, Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, ela é investigada por fingir ter 12 anos para conseguir abrigo em lares. A prisão ocorreu após ela passar 14 meses hospedada em uma casa no distrito de Pirabeiraba.
Relatos indicam que Amanda utilizava o nome falso de Gabriele e alegava ter autismo e histórico de abusos no Pará. De acordo com depoimentos, ela também justificava sua aparência física dizendo que foi obrigada a tomar hormônios durante a infância. O caso envolveu a adoção de sua suposta identidade por uma família que a tratou como filha.
Em 2023, duas mulheres em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, afirmaram ter acolhido Amanda por cerca de dois meses. Viviane Henriques, líder de uma ONG, declarou ter sido procurada por Amanda via redes sociais, enquanto Renata Magalhães, nutricionista, disse que a suspeita apresentava comportamentos característicos de crianças autistas. As vítimas relataram episódios em que Amanda expeiu agulhas pela boca, além de realizar pesquisas online sobre autismo.
Exames de raio-X confirmaram a presença de agulhas no corpo da investigada. As vítimas informaram ainda ter intermediado doações de eletrodomésticos, roupas e dinheiro para Amanda, que se apresentou como Maria Eduarda. Ambas afirmaram não terem solicitado apoio do conselho tutelar nem comunicado responsáveis pela suposta menina.
Segundo a polícia e os depoimentos, Amanda é investigada por estelionato, falsidade ideológica e difamação em diferentes estados desde 2018, utilizando identidades falsas para obter ajuda. Ela foi indiciada por estelionato e teve prisão preventiva decretada, além de ordem judicial para exames de sanidade mental. A defesa aguarda laudo técnico para definir próximos passos.
O Ministério Público propôs acordo de não persecução penal em episódio anterior no Rio de Janeiro, quando Amanda foi detida e posteriormente liberada. O advogado Rafael Luiz Siewert informou que não comentará o caso até a conclusão da perícia. Dados oficiais destacam que Amanda responde a processos similares em pelo menos cinco estados brasileiros.





