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Fraudes ligadas à Copa do Mundo quase dobram antes do torneio de 2026


Da redação

Tentativas de fraude envolvendo futebol e a Copa do Mundo aumentaram de forma expressiva no Brasil no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Segundo a NordVPN, 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025, quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O aumento das fraudes ocorre em um contexto de ataques digitais cada vez mais sofisticados, favorecidos pelo uso de inteligência artificial generativa. Essa tecnologia reduziu significativamente o tempo necessário para criação de golpes e páginas falsas. No Procon-SP, as reclamações relacionadas à Copa multiplicaram-se por oito nos últimos três meses, passando de 19 em março para 156 em maio de 2026.

Especialistas apontam que, além de mais rápidas, as fraudes se tornaram altamente personalizadas, utilizando dados vazados, como CPF, e-mail e histórico de compras, em abordagens direcionadas. De acordo com Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, “hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”.

Outro destaque é a mudança nos meios de pagamento utilizados. Em 2026, o Pix passou a ser o principal canal nas fraudes, dificultando a recuperação dos valores transferidos devido à instantaneidade do sistema. “A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, afirma Marcelo Souza. Marcas falsas e golpes em grupos de colecionadores também aumentaram.

O levantamento da NordVPN mostra que redes sociais são os canais mais usados pelos golpistas: Instagram (51%), WhatsApp (48%), Facebook (35%) e TikTok (26%). Entre os golpes mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos piratas, sobretudo figurinhas e álbuns da Copa.

O Procon-SP recomenda ao consumidor checar a reputação do vendedor, desconfiar de ofertas muito baratas, verificar informações cadastrais, guardar comprovantes e preferir sites com múltiplas formas de pagamento. Marcelo Souza também alerta para evitar sites recém-criados e que aceitam apenas Pix, sinalizando maiores riscos de golpe.