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Trump afirma que EUA manterão sanções e ativos bloqueados em acordo inicial com Irã


Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, em entrevista à NBC News, que seu governo não pretende liberar ativos financeiros congelados nem flexibilizar sanções econômicas contra o Irã em qualquer acordo inicial para encerrar a guerra entre os dois países. O líder destacou que só discutirá alívio financeiro após comprovação de bom comportamento por parte de Teerã.

Trump criticou gestões anteriores e relembrou o acordo firmado pelo ex-presidente Barack Obama, que incluiu envio de dinheiro ao Irã. O republicano declarou: “Sob a minha liderança, o desfecho será muito mais favorável aos interesses de segurança de Washington”. Segundo Trump, a abordagem atual visa proteção mais rigorosa para os Estados Unidos.

O presidente detalhou que EUA e Irã estariam próximos de um pacto definitivo para cessar hostilidades, porém ressalvou que a diplomacia americana exige condições mais duras sobre os projetos nucleares iranianos. Trump quer vedar explicitamente ao Irã o desenvolvimento, aquisição ou compra de armas nucleares, inclusive por vias alternativas.

Se houver acordo de cooperação, Trump informou que os EUA pretendem operar com forças iranianas para confiscar e destruir urânio enriquecido, utilizando equipagem militar americana. Em caso de impasse diplomático, ele alertou que continuarão degradando o poderio militar iraniano até eliminar o material nuclear de forma unilateral e segura.

O presidente relatou que quase toda a marinha e 95% das minas navais iranianas já teriam sido destruídas nos últimos três meses. No entanto, cerca da metade da frota não convencional do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica permanece intacta. Conforme estimativas, o Irã ainda detém entre 21% e 22% do estoque original de mísseis.

Trump confirmou que manterá o contingente de 50 mil soldados americanos no Oriente Médio até conclusão das negociações. O presidente apontou impactos passageiros nos preços da gasolina e fertilizantes, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, mas prevê forte queda nos preços do petróleo após o fim do conflito. O chefe do Executivo elogiou os dados de emprego e defendeu que o Federal Reserve não aumente as taxas de juros.