Da redação
O ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho, foi condenado em 4 de junho de 2026 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro à pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021 na capital fluminense.
Depoimentos apresentados durante o julgamento, em especial o da filha de uma ex-namorada de Jairinho e o da babá de Henry, foram apontados como decisivos para a condenação. A jovem, hoje com 18 anos, relatou ter sofrido agressões de Jairinho aos 5 anos, afirmando que ele a afogava em uma piscina.
A mãe da jovem, Natasha Machado, revelou ter descoberto as agressões apenas um ano após o fim do relacionamento com Jairinho. Segundo Natasha, ela decidiu procurar o pai de Henry e alertá-lo sobre a situação. O julgamento ocorreu entre 25 de maio e 4 de junho de 2026.
Durante as apurações, Thayná de Oliveira Ferreira, babá de Henry Borel, relatou três episódios de tortura contra o menino, sendo fundamental no processo. Ela inicialmente respondia por falso testemunho, mas reconsiderou suas declarações. Os réus foram condenados apenas pelo episódio de 12 de fevereiro de 2021, quando Henry foi flagrado mancando.
A defesa de Jairinho informou que recorrerá para tentar anular o julgamento, alegando que os jurados não valoraram provas em favor do ex-vereador. O Ministério Público do Rio de Janeiro também apresentou recurso, questionando uma suposta irregularidade na votação do júri sobre a conduta de Monique Medeiros, mãe de Henry.
Monique Medeiros foi condenada por tortura por omissão e recebeu perdão judicial quanto ao homicídio culposo. O laudo apontou que Henry morreu por hemorragia interna e laceração do fígado, causadas por ação contundente. Segundo o engenheiro Leniel Borel, pai da criança, o perdão concedido à mãe representa “a terceira morte de Henry”.





