Por Alex Blau Blau
Avanço de doença neurodegenerativa motivou medida judicial que discute a administração dos interesses pessoais e patrimoniais do ex chefe do Executivo
O ex presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, é alvo de um processo judicial que busca formalizar sua interdição civil em razão do agravamento de seu estado de saúde. A medida ocorre após avaliações médicas apontarem comprometimento significativo de suas capacidades cognitivas.
Segundo informações apresentadas no processo, o avanço do mal de Alzheimer reduziu a autonomia do ex presidente para conduzir questões relacionadas ao próprio patrimônio e às decisões do cotidiano. Atualmente, ele conta com acompanhamento permanente de profissionais de saúde.
A ação também trata da definição de curatela, instrumento jurídico utilizado para garantir que pessoas incapazes de exercer plenamente determinados atos da vida civil tenham seus interesses protegidos por representantes legalmente designados.
A companheira de Fernando Henrique Cardoso, Patrícia Kundrát, com quem mantém união estável desde 2024, manifestou concordância com a adoção da medida judicial. O posicionamento foi anexado aos autos e integra a documentação analisada pela Justiça.
Apesar do andamento do pedido, o processo ainda enfrenta etapas burocráticas. Entre elas está a exigência de documentos destinados a confirmar oficialmente o estado civil do ex presidente, solicitação que permanece em análise no âmbito judicial.
Reconhecido por comandar o país durante dois mandatos consecutivos, entre 1995 e 2003, Fernando Henrique Cardoso permanece como uma das figuras mais importantes da história política recente do Brasil. Agora, o foco das discussões judiciais está voltado à proteção de seus direitos e à garantia da adequada administração de seus interesses diante das limitações impostas pela doença.





