Da redação
Iker Casillas, ex-goleiro espanhol, prestou depoimento nesta segunda-feira em tribunal de Portugal, reforçando o pedido de indenização de 3,7 milhões de euros contra a seguradora Fidelidade e o FC Porto. O processo judicial, iniciado em 2021, ocorre devido ao enfarte que Casillas sofreu durante treino em maio de 2019, que, segundo ele, encerrou sua carreira.
Durante o depoimento, Casillas relatou que o dia do enfarte começou como qualquer outro, indo ao centro de treinamento após deixar os filhos na escola. Após 30 minutos de atividade física, sentiu uma forte pressão no peito, não conseguindo continuar o treino por conta da dor intensa e dificuldade de respirar, o que o levou ao hospital.
Após o atendimento de emergência, Casillas explicou que sua recuperação foi lenta e exigiu repouso absoluto durante uma semana, seguido por caminhadas e uma readaptação gradual. Ele mencionou que, apesar de ter recuperado parte da rotina, sua capacidade física nunca voltou ao nível anterior ao incidente e que sua vida mudou.
Segundo Casillas, ele atualmente frequenta academia e joga padel, mas destacou que ainda enfrenta limitações que impedem atividades mais intensas, como correr. “Vou ao ginásio, jogo padel, mas não posso correr”, declarou, enfatizando que as restrições impactaram diretamente sua profissão.
No processo, a seguradora questiona se existe relação direta entre o esforço físico do treino e o enfarte. Por outro lado, uma junta médica apontou que o esforço feito durante a atividade pode ter sido determinante para a ruptura de uma artéria coronária, conforme consta nos autos.
Na época do incidente, Casillas, ídolo do Real Madrid e campeão mundial pela Espanha, tinha 37 anos e contrato vigente por mais um ano com o Porto. Após o episódio, encerrou a carreira profissional e atualmente participa apenas de eventos esportivos e partidas amistosas, sem as exigências do futebol profissional.





