Da redação
A Universidade de Los Andes, em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), oferece desde 2017 um mestrado para físicos especializados em radio-oncologia, visando ampliar o número de profissionais qualificados em América Latina e Caribe e aumentar o acesso a tratamentos avançados de câncer. A quinta turma se formou em abril, em Santiago, Chile.
O curso foi criado em colaboração com a Fundação Arturo López Pérez (Falp) e a Uniandes, com foco em aprimorar a prática clínica em radioterapia. Nos últimos cinco anos, profissionais de 15 países da América do Sul e Central já concluíram o programa, que integra ensino acadêmico com treinamento prático.
Segundo Ariel Fariña, diretor da Falp, o programa capacita especialistas para avaliação crítica das melhores opções para cada paciente. Os participantes são incentivados a buscar evidências científicas e a interpretar informações com rigor, promovendo uma formação sólida e alinhada às necessidades regionais em oncologia.
De acordo com Saul Perez Pijuan, chefe da Seção para a América Latina e o Caribe da Aiea, o impacto do programa é duradouro para a saúde pública. Avaliações apontam avanços relevantes na capacidade dos alunos de planejar e administrar tratamentos complexos de radioterapia, fortalecendo a oferta dos serviços especializados.
O radio-oncologista Francisco Eduardo Lopez Tenorio, do Centro Nacional de Radioterapia Nora Astorga, na Nicarágua, relata impacto direto após concluir o curso em 2023. Segundo ele, o país contava com apenas dois radio-oncologistas para sete milhões de habitantes antes de 2012, número que atualmente chega a doze profissionais formados.
O fortalecimento da medicina de radiação integra esforços globais, conforme destacou Tomoaki Tamaki, chefe da Seção de Radiobiologia Aplicada e Radioterapia da Aiea. O programa busca preparar quadros técnicos para ampliar o acesso e a qualidade no tratamento oncológico em diversos países da região.





