Da redação
O Rioprevidência, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, anunciou nesta terça-feira (9) uma nova regra para destinação de recursos excedentes e mudanças na política de investimentos do fundo. A medida visa garantir o pagamento de benefícios diante de recentes questionamentos sobre a gestão do órgão.
A autarquia, citada no Caso Master, implementou a regra de que os valores do Fundo Administrativo que excederem 150% das despesas dos 12 meses anteriores serão revertidos para o pagamento de aposentadorias e pensões. O objetivo, segundo o Rioprevidência, é reforçar a segurança financeira e o fluxo dos benefícios.
A decisão foi aprovada pela diretoria executiva no dia 2 de julho e deve direcionar aproximadamente R$ 100 milhões para essa finalidade até o final de 2024. A nova destinação ainda será submetida ao Conselho de Administração em reunião prevista para o fim de junho, conforme cronograma do órgão.
Felipe Derbli, diretor-presidente do Rioprevidência, destacou que a medida também busca conter despesas administrativas a médio e longo prazo. “Além de reforçar o pagamento dos benefícios, ela funcionará como um mecanismo de limitação das despesas para o futuro”, afirmou Derbli.
Além da nova regra para destinação de excedentes, o órgão informou que os investimentos do Fundo Administrativo passarão a seguir critérios mais conservadores, dando prioridade para curto prazo e liquidez. “Não há sentido em submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, naturalmente mais arriscados”, completou Derbli.
A decisão acontece enquanto o Rioprevidência é investigado por aportes em Letras de Crédito e fundos do Banco Master. Segundo relatório parcial da Polícia Federal, entre outubro de 2023 e julho de 2024, foram investidos R$ 970 milhões em Letras Financeiras e, posteriormente, R$ 2,01 bilhões em outros fundos do mesmo grupo.





