Da redação
O Tribunal Superior Eleitoral adiou, na noite desta terça-feira, 9 de julho, a análise do referendo da liminar do presidente da Corte, Nunes Marques, que suspendeu uma pesquisa do Instituto AtlasIntel (BR-06939/2026). A medida foi tomada porque a pesquisa associava o pré-candidato Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O julgamento da suspensão foi interrompido por um pedido de vista da ministra Estela Aranha, que solicitou mais tempo para análise do caso. Dessa forma, a discussão no TSE sobre a liminar não tem previsão para ser retomada. O caso seguirá sem decisão definitiva até que todos os ministros analisem o processo em plenário.
Nunes Marques defendeu a continuidade de sua liminar, argumentando que determinados quesitos da pesquisa poderiam, segundo ele, prejudicar a espontaneidade das respostas dos entrevistados. O presidente do TSE ressaltou a preocupação com os critérios utilizados em levantamentos eleitorais considerados sensíveis.
Durante a sessão, o ministro afirmou ainda que pretende convidar os institutos de pesquisa eleitoral para um debate sobre os métodos adotados nas consultas. Ele destacou que a decisão neste processo específico poderá estabelecer um precedente para análises de situações semelhantes que possam surgir no futuro.
Segundo o presidente do TSE, o objetivo é garantir que as pesquisas de opinião estejam em conformidade com as normas e não impactem indevidamente o processo eleitoral. Também foi enfatizada a necessidade de transparência e rigor metodológico nos estudos apresentados à Justiça Eleitoral, especialmente em períodos de pré-campanha.
O Instituto AtlasIntel teve sua pesquisa suspensa por decisão liminar, registrada sob o número BR-06939/2026. O levantamento em questão fazia menção ao pré-candidato do Partido Liberal à Presidência, Flávio Bolsonaro, e ao empresário Daniel Vorcaro. O caso aguarda decisão colegiada do TSE.





