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Polícia conclui que chinês morto no centro de SP atuava no tráfico de metanfetamina


Da redação

Jingwey Su, imigrante chinês de 35 anos, foi assassinado em novembro do ano passado na rua Senador Felício dos Santos, bairro da Liberdade, no centro de São Paulo. A Polícia Civil concluiu que o crime está relacionado à disputa pelo tráfico de metanfetamina na capital.

O DHPP prendeu duas mulheres chinesas nesta quarta-feira (10). Segundo os investigadores, elas teriam participação em uma quadrilha chinesa que controla o comércio de metanfetamina na cidade, mas não foi possível relacioná-las diretamente ao homicídio de Jingwey Su.

Em março, outras duas pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento tanto no tráfico da droga quanto na morte da vítima. Conforme o delegado Bruno Cogna, “foram encontradas evidências nos pertences da vítima, além de mensagens, que revelaram negociações constantes ligadas ao comércio de drogas”.

O delegado afirmou ainda que o assassinato teria ocorrido por desavenças dentro do próprio grupo que atua no tráfico. Um dos quatro presos foi identificado como o provável mandante do homicídio, cuja identidade não foi divulgada. Todos os detidos são chineses residentes no Brasil.

Cogna explicou que o tráfico de metanfetamina em São Paulo é restrito a um pequeno grupo de imigrantes chineses estabelecidos no centro. A origem da droga segue sob investigação. “Durante as prisões, encontramos moedas de sete países diferentes, como dólar americano, peso argentino e dirham marroquino”, relatou.

Durante a operação, foram apreendidas 65 gramas de metanfetamina com as suspeitas. O delegado destacou que, apesar da quantidade ser considerada pequena, pode render cerca de 600 doses e chegar ao valor de até R$ 200 mil devido à dificuldade de acesso à substância no Brasil.