Da redação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo IBGE. O aumento foi influenciado principalmente pelo encarecimento dos alimentos, que responderam por metade da inflação do mês e levaram o acumulado de 12 meses a 4,72%, acima do teto estabelecido pelo governo.
O resultado de maio indica uma desaceleração do IPCA em relação aos dois meses anteriores. Ainda assim, o índice acumulado superou o limite da meta, que é de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, estabelecendo um intervalo de 1,5% a 4,5% ao ano. Este descumprimento ocorre se o teto for ultrapassado por seis meses consecutivos.
No grupo de alimentos e bebidas, houve alta de 1,33% em maio, o maior avanço para o mês desde 2015, quando chegou a 1,37%. Os principais itens responsáveis pelo aumento foram batata-inglesa (44,69%), tomate (20,62%), carnes (1,39%) e cebola (16,80%). Esse grupo já acumula alta de 4,81% em 2026.
De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, o encarecimento dos alimentos ocorreu devido à menor oferta de certos produtos e ao aumento no custo do frete rodoviário. Gonçalves apontou ainda que o preço dos fertilizantes, impactado pelo conflito no Oriente Médio, elevou os custos de produção. Caso não se considerasse o grupo alimentação e bebidas, a inflação de maio seria de 0,37%.
O grupo habitação foi o segundo maior responsável pela inflação, com aumento de 1,22%, influenciado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 3,67%. A conta de luz sofreu impacto da bandeira tarifária amarela e de reajustes em seis regiões metropolitanas. Já o transporte recuou 0,46%, puxado pelos combustíveis, destaque para a gasolina, que caiu 1,46%.
O índice de difusão mostrou que 65% dos 377 itens pesquisados tiveram alta em maio. O grupo de serviços registrou inflação de 0,40% no mês e 5,97% em 12 meses. O IPCA é calculado com base em preços coletados nas principais regiões metropolitanas e reflete o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.





