Da redação
Pesquisadores brasileiros são acompanhados em suas expedições à Antártica e ao Ártico na série documental “Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta”, lançada na terça-feira, 9, na Rede Minas e na plataforma Minas Play. O objetivo é mostrar a importância dessas pesquisas para entender as mudanças que afetam o planeta.
A série, composta por 13 episódios de 26 minutos, apresenta os bastidores das missões científicas, destacando como o conhecimento obtido contribui para a compreensão de temas como mudanças climáticas, biodiversidade, oceanos, geologia, microbiologia e biotecnologia. Mostra também o cotidiano das equipes, desafios logísticos e as histórias de pesquisadores dedicados aos ambientes polares.
A produção destaca a atuação conjunta de órgãos como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Marinha do Brasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e CNPq, além de universidades e centros de pesquisa. Essa articulação visa garantir a continuidade dos estudos e fortalecer a presença do Brasil em iniciativas internacionais.
O documentário registra ainda a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, realizada em 2023 no arquipélago de Svalbard, Noruega, ampliando o papel do Brasil nas pesquisas polares e reforçando sua integração em redes globais de cooperação científica para analisar transformações ambientais.
Segundo a ministra Luciana Santos, do MCTI, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica e fortalece a inserção internacional do País. Para Leandro Pedron, diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, a experiência acumulada na Antártica permitiu expandir as pesquisas brasileiras para os dois polos, possibilitando novas conexões e compreensões que afetam o Brasil.
As pesquisas abrangem áreas como microbiologia, botânica, oceanografia e saúde, com destaque para o projeto MycoAntar, coordenado por Luiz Henrique Rosa, da UFMG, que investiga fungos e microrganismos polares. O Brasil integra o grupo de 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, o que garante participação nas decisões sobre o futuro do continente.





