Da redação
A Justiça de Limeira, interior de São Paulo, converteu neste domingo (14) em preventiva a prisão de três suspeitos investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, durante um salto na Ponte do Esqueleto. Segundo decisão judicial, o grupo não teria adotado as medidas mínimas de segurança necessárias à atividade.
Maria Eduarda foi arremessada da ponte, antiga estrutura ferroviária desativada, sem estar presa a qualquer corda de segurança. A jovem caiu em queda livre, sofreu múltiplas fraturas e morreu ainda no local. O trio está detido no Centro de Detenção Provisória de Piracicaba desde o ocorrido.
Os presos, identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, Vitor de Freitas Gonçalves, 27, e Maicon Fernandes Cintra, 42, integravam o grupo “Entre Cordas”, conhecido por comercializar saltos na região. Eles são investigados por homicídio doloso, quando há entendimento de que o risco foi assumido pela conduta.
A defesa, representada pelo advogado Rafael Gomes dos Santos, afirma que se trata de homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar. Segundo ele, um dos envolvidos teria prestado os primeiros socorros e acionado as autoridades. Gomes disse que vai recorrer para garantir a tramitação do processo em liberdade.
Conforme decisão do juiz Paulo Stahlberg Natal, os suspeitos não seguiram padrões de gerenciamento de risco exigidos por normas técnicas, como a ABNT, e não realizaram protocolos básicos, como dupla checagem e instrução técnica da usuária. O magistrado citou ainda o histórico de acidentes na ponte, incluindo uma morte em 2024 e feridos em 2023.
A sentença também trouxe a informação de que uma câmera acoplada ao pulso de Maria Eduarda desapareceu após o incidente. A delegada Andréa Levy afirmou que o equipamento pode ter sido descartado, enquanto a defesa sugeriu que alguém presente no local possa tê-lo retirado devido à aglomeração no momento.





