Da redação
Keiko Fujimori, candidata de direita, liderava a apuração presidencial no Peru nesta quinta-feira (18) com 50,11% dos votos válidos, enquanto restavam apenas 0,6% dos votos a serem contados. Seu adversário, Roberto Sánchez, questionou a lisura do processo e convocou protestos em Lima após alegar irregularidades na autoridade eleitoral.
Desde o segundo turno realizado em 7 de junho, o Peru acompanha a apuração em meio à tensão. Fujimori, em sua quarta tentativa ao cargo, mantinha nesta quinta-feira uma vantagem de 39.115 votos sobre Sánchez. O resultado permanece indefinido devido à avaliação de votos contestados.
De acordo com dados oficiais, cerca de 140 mil votos ainda dependiam de apuração ou revisão, sendo aproximadamente 60% oriundos de Lima e do voto no exterior. Nessas regiões, Fujimori obteve maior apoio do que seu concorrente Roberto Sánchez, fator considerado relevante para o desfecho final da disputa.
Segundo o diretor da consultoria Caleidos, Gonzalo Márquez, “essas são áreas em que Keiko Fujimori deve ter uma vantagem”, acrescentando que não há possibilidade, segundo sua análise, de uma mudança no resultado com os votos remanescentes. O cenário ainda é acompanhado de perto por organismos internacionais de observação eleitoral.
O partido de Sánchez protocolou recursos judiciais buscando a anulação de votos contabilizados para Fujimori, além de convocar manifestações para sexta-feira em Lima. Enquanto isso, missões da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia indicaram que a votação transcorreu dentro da normalidade e pediram cautela até a divulgação oficial do resultado.
Caso vença, Fujimori poderá ser a primeira mulher eleita diretamente à Presidência do Peru. Em sua trajetória, foi derrotada em três segundos turnos, inclusive em 2021 por uma margem de 44.200 votos para Pedro Castillo, episódio que mantém o cenário político peruano polarizado.





