Da redação
A União Europeia realizou contatos diplomáticos breves com representantes de Moscou nas últimas semanas, buscando reabrir canais de comunicação para não ficar de fora de negociações sobre o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia. A iniciativa ocorre diante do cenário de conflito e interesses estratégicos do bloco.
Segundo um funcionário do bloco europeu, esses contatos não envolveram discussões de conteúdo, mas foram importantes para reafirmar a necessidade da União Europeia manter diálogo diplomático com a Rússia. Ele destacou que o grupo não atua como mediador, mas continua apoiando a Ucrânia para uma “paz justa e duradoura”.
Outra autoridade europeia confirmou a reaproximação, sem apresentar detalhes adicionais sobre as conversas. O posicionamento ressalta a preocupação do bloco em defender seus próprios interesses em qualquer desdobramento futuro do conflito envolvendo Rússia e Ucrânia.
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Europa não pode funcionar como mediadora nas negociações, mas não descartou conversas com a União Europeia. Em declaração no início de junho, Putin afirmou que Moscou “nunca se recusou” ao contato e que os europeus “sabem como” encontrá-lo.
As movimentações diplomáticas vieram à tona no dia em que líderes europeus estavam reunidos em Bruxelas, durante a cúpula de verão no Hemisfério Norte. A questão da Ucrânia ocupou lugar central nas discussões entre as autoridades dos países-membros do bloco.
Embora exista resistência à iniciativa, especialmente por parte dos países bálticos, outras medidas de apoio à Ucrânia foram anunciadas. O Reino Unido informou que fornecerá 150 mil drones ao país até o final de 2026, dentro de um pacote de financiamento de US$ 996 milhões, com recursos provenientes de ativos russos imobilizados.





