Da redação
O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Rogério Correia, solicitou nesta terça-feira que o senador Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Congresso. O pedido ocorre enquanto Wagner é investigado pela Polícia Federal. O tema provocou reações distintas entre integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).
Rogério Correia defendeu publicamente o afastamento de Jaques Wagner até a conclusão das investigações. Segundo ele, tal medida garantiria isenção e preservaria a imagem da liderança governista durante o processo. Outros parlamentares do PT adotaram posturas divergentes, gerando um ambiente de incerteza interna sobre a situação do senador.
O senador Jaques Wagner permanece na liderança do governo no Congresso até o momento. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades em sua atuação e, segundo parlamentares ouvidos, o desenrolar da investigação poderá influenciar a permanência do senador no cargo. O PT não divulgou nota oficial a respeito.
Apesar do pedido, parte da bancada petista resiste à ideia de afastamento imediato de Wagner. Integrantes do partido afirmam que não há consenso nem orientação formal do diretório nacional. O impasse evidencia divisões internas e testes de unidade parlamentar diante da repercussão do caso no Congresso Nacional.
Jaques Wagner ainda não se manifestou publicamente sobre o apelo feito por Rogério Correia. Até esta quarta-feira, também não há indicações de reunião da bancada para deliberar oficialmente sobre o caso. Nos bastidores, lideranças monitoram o avanço da investigação e as possíveis repercussões na articulação do governo.
O senador Jaques Wagner é ex-governador da Bahia e figura histórica do PT. A investigação em curso atrai atenção devido ao seu papel de destaque na condução das negociações parlamentares em nome do governo federal. Ele exerce a liderança do governo no Congresso desde 2023.





