Da redação
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta quinta-feira, 18, que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal em endereços ligados a ele é resultado de “diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais”. A declaração foi feita após a nona fase da Operação Compliance Zero, que ocorreu recentemente.
Segundo o parlamentar, os valores encontrados pela PF foram devidamente declarados e provêm de recursos repassados para custear despesas de viagens oficiais ao exterior. Wagner enfatizou que não houve irregularidade na origem ou utilização do dinheiro, alegando transparência em seus procedimentos junto ao Senado Federal.
Apesar da explicação, o argumento apresentado pelo senador não convenceu todos os integrantes do campo progressista. O deputado Glauber Braga classificou a justificativa de Wagner como “inconcebível”, indicando discordância no próprio espectro político da esquerda sobre o tema. Não houve detalhamento adicional sobre qual parte da explicação foi considerada insatisfatória.
A apreensão do dinheiro integra as investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que busca apurar possíveis irregularidades envolvendo gestores públicos. Segundo informações, esta foi a nona fase da operação, que tem grande repercussão em Brasília e entre parlamentares.
Jaques Wagner reiterou sua disposição para colaborar com as autoridades e afirmou que prestará todos os esclarecimentos necessários. Até o momento, não há confirmação oficial sobre denúncia formal ou decisão judicial relacionada ao caso, segundo informações apuradas junto aos órgãos de investigação.
A Operação Compliance Zero é conhecida por investigar a conduta de agentes públicos em relação à conformidade com regras administrativas. O Senado Federal tem adotado medidas para ampliar a transparência dos gastos e estabelecer controles sobre o uso de diárias e verbas destinadas a missões oficiais.





