Da redação
O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, 19, a adoção de uma nova metodologia para monitorar a segurança hídrica na Região Metropolitana de São Paulo. A medida altera critérios e busca aprimorar o acompanhamento do abastecimento, após análise de especialistas do setor.
Segundo as informações divulgadas, a nova regra passa a considerar 15 anos da série histórica hidrológica dos sistemas de abastecimento, em vez de prazos mais curtos utilizados anteriormente. Com isso, o governo espera obter um panorama mais preciso sobre a disponibilidade de água na região.
Outra mudança expressiva inclui a criação de uma curva de acompanhamento específica para o Sistema Cantareira, responsável por fornecer água a parcela relevante da população paulistana. O monitoramento será realizado de modo que variações nos níveis do reservatório possam ser avaliadas de forma mais detalhada e regular.
O governo do estado também estabeleceu que a avaliação das faixas de contingência passará a ser feita mensalmente, em vez de ter periodicidade mais espaçada. A expectativa é garantir respostas mais rápidas diante de possíveis alterações no volume de chuvas e no armazenamento dos reservatórios.
A Secretaria estadual de Meio Ambiente informou que a formalização do texto com as novas diretrizes está prevista para os próximos dias. O órgão ressaltou que as mudanças resultam de debates técnicos e visam reforçar a segurança hídrica, considerando episódios anteriores de restrição no abastecimento.
O Sistema Cantareira é um dos principais reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo e foi palco, em anos anteriores, de crises hídricas com impacto no fornecimento. A atualização na metodologia de acompanhamento ocorre em contexto de recorrentes alertas sobre a necessidade de ações que garantam o abastecimento à população.





