Por Alex Blau Blau
Mudança adotada pela entidade máxima do futebol busca combater ofensas e atos discriminatórios dentro de campo
A Copa do Mundo de 2026 registrou um episódio inédito com a aplicação de uma das mais recentes alterações nas regras do futebol. O meia paraguaio Miguel Almirón tornou se o primeiro jogador expulso em uma partida do torneio por infringir uma norma criada para ampliar o combate a ofensas e manifestações discriminatórias durante os jogos.
O lance ocorreu durante a partida entre Paraguai e Turquia. Em meio a uma discussão com um adversário, Almirón levou a mão à boca enquanto conversava. A atitude foi identificada pela equipe responsável pela análise das imagens da partida, que recomendou a revisão do lance pela arbitragem.
Após verificar as imagens, o árbitro decidiu aplicar o cartão vermelho direto ao atleta, transformando o episódio no primeiro caso de expulsão relacionado à nova regra durante um Mundial.
A medida ficou conhecida popularmente como Protocolo Vini Jr. e surgiu após a repercussão de um caso envolvendo o atacante brasileiro Vinícius Júnior, que motivou discussões internacionais sobre a necessidade de ampliar os mecanismos de combate ao racismo e outras formas de discriminação no esporte.
Com a mudança, esconder deliberadamente a boca durante discussões com adversários, árbitros ou demais participantes da partida pode ser interpretado como tentativa de impedir a identificação de palavras ou expressões utilizadas durante o confronto.
O objetivo da nova regra é garantir maior transparência dentro de campo e facilitar a identificação de possíveis ofensas. A entidade entende que a medida dificulta a prática de insultos e contribui para um ambiente mais respeitoso dentro das competições.
A expulsão de Almirón já repercute entre atletas, dirigentes e torcedores e coloca em evidência a disposição da Fifa em aplicar rigorosamente as novas diretrizes ao longo da Copa do Mundo de 2026.





