Da redação
A política de reestruturação do setor agrícola da capital, implementada a partir de 2020, tem buscado integrar inovação tecnológica, criação de novas áreas rurais e fortalecimento da economia coletiva. A iniciativa ocorre em Hanói e visa a modernização e competitividade dos produtos agrícolas nos mercados nacional e internacional.
A Cooperativa Geral de Serviços Agrícolas An Phát, localizada na comuna de Thanh Trì, destaca-se desenvolvendo modelos de integração na cadeia de valor. Seus vegetais e frutas já alcançam lojas e supermercados. A estratégia inclui o uso de ciência, tecnologia e transformação digital na produção agrícola, processos considerados essenciais para a evolução do setor.
Nos últimos anos, de acordo com especialistas, a produção agrícola em regiões suburbanas de Hanói estava marcada por forte fragmentação, pequenas propriedades e pela mentalidade individualista, dificultando a inserção das mercadorias locais em supermercados ou exportação. O novo cenário exige uma mudança, priorizando o “valor” sobre a “quantidade” e a transição da agricultura tradicional para modelos mais sustentáveis, digitais e circulares.
Para alcançar esses objetivos, a União Cooperativa da Cidade de Hanói, em parceria com a Associação de Agricultores, vem promovendo campanhas de conscientização, treinamentos e encontros com produtores. Nguyen Tien Phong, vice-presidente da União Cooperativa, ressaltou a importância de fortalecer vínculos, consolidar terras e investir em tecnologia para melhorar produtividade e competitividade.
O trabalho conjunto das duas instituições estimulou o espírito cooperativo e a integração dos agricultores na cadeia produtiva. A Associação de Agricultores Urbanos congrega quase 370.000 membros em 2.432 filiais, apoiando a formação de novas cooperativas baseadas em princípios de voluntariedade, autonomia e benefício mútuo.
Como resultado desse esforço, até o final de 2025, a economia coletiva em Hanói terá se expandido significativamente. Atualmente, a cidade conta com 2.912 cooperativas e fundos de crédito popular, sendo 1.693 agrícolas, representando 58,1%. Entre 2020 e 2025, foram criadas 702 novas cooperativas, somando mais de 617.000 membros, atuando em cerca de 200.000 hectares de terras cultivadas.





