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Jaques Wagner enfrenta pressão no PT para deixar liderança do governo no Senado


Da redação

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, deverá deixar o cargo após revelações de que teria recebido vantagens indevidas de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Segundo integrantes do governo e do PT, a decisão ganhou força após repercussões internas que preocupam a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com membros do partido, a principal preocupação é que a permanência de Wagner na liderança possa transferir o foco das investigações para o governo, prejudicando a imagem do grupo político. Um dirigente do PT afirmou, sob reserva, que “sair para se defender não é uma desonra” e que o afastamento seria mais adequado para o momento.

Em relação à reeleição de Wagner, o PT pretende aguardar os desdobramentos das investigações para avaliar o impacto na popularidade do senador. Integrantes da legenda ponderam que Wagner possui “excelente biografia”, mas questionam se as acusações anulam sua trajetória política. Segundo avaliação interna, “essa é uma questão a ser respondida”.

Outra dúvida que permanece entre os petistas é se a presença de Wagner na chapa eleitoral pode beneficiar ou prejudicar a disputa. A decisão sobre sua candidatura deve ocorrer até a convenção estadual da Bahia, prevista para o início de agosto. O partido busca resolver essas incertezas antes desse prazo decisivo.

Uma reunião entre Wagner e o presidente Lula é aguardada para esta semana, possivelmente nesta segunda-feira, 22, ou terça-feira, 23. Apesar das pressões pelo afastamento, o presidente do PT, Edinho Silva, divulgou nota reafirmando a confiança no senador, enquanto auxiliares do governo indicam preocupação com a opinião pública.

O comportamento diferenciado dado a Wagner tem causado incômodo entre integrantes do PT. Lideranças como o deputado Rogério Correa (MG) e Alberto Cantalice (RJ) defenderam publicamente o afastamento do senador já na semana passada. O posicionamento foi apoiado também por outros nomes históricos do partido, como o ex-deputado José Genoino (SP).