Da redação
Na segunda-feira (23), pelo menos 35 navios de carga atravessaram o Estreito de Ormuz, marco registrado após o memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos. O tráfego aumentou justamente após o anúncio do acordo, que visa garantir a segurança da passagem, segundo dados da plataforma Kpler.
Tradicionalmente, cerca de 120 navios cruzavam diariamente o Estreito de Ormuz em tempos de paz, consolidando a região como rota essencial para o comércio mundial de hidrocarbonetos. Desde o início da guerra no Oriente Médio, entre março e meados de junho, o fluxo diário caiu significativamente, impactando cadeias logísticas globais.
No período de 1º de março a 14 de junho, menos de 10 navios por dia utilizaram a rota estratégica. Após o anúncio do acordo entre Irã e Estados Unidos em 15 de junho, a média subiu para 21 navios diários e chegou a 27 nos cinco dias que antecederam o novo recorde.
A reabertura do estreito ocorreu após as negociações entre os dois países para interromper o conflito no Oriente Médio. No entanto, no sábado, Teerã anunciou novo fechamento temporário como resposta a ataques de Israel ocorridos no Líbano, o que trouxe incertezas para a navegação na região.
Após esse novo impasse, representantes iranianos e norte-americanos estabeleceram um entendimento sobre medidas para conter confrontos no Líbano e priorizar a segurança no Estreito de Ormuz. O acordo, segundo apurado, busca estabilizar o tráfego de embarcações e evitar a escalada de tensões.
Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, afirmou nesta terça-feira, citado pela agência oficial Irna, que “a administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma de antes da guerra”. Segundo ele, o Irã passará a administrar a via, levantando dúvidas sobre possíveis taxas para o trânsito de navios.





