Da redação
O BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, avaliava a compra do banco Digimais, controlado por Edir Macedo, mas a negociação não avançou. O acordo preliminar firmado em abril aguardava aprovações do Banco Central e um empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito. A Operação Miragem da Polícia Federal impactou as tratativas.
Segundo executivos envolvidos nas discussões, a transação dependia do cumprimento de condições que ainda não estavam atendidas. Após o início das investigações pela Polícia Federal, esses representantes afirmaram que a chance de conclusão do negócio “diminuiu consideravelmente”.
O BTG Pactual é reconhecido por atuar no mercado de ativos classificados como special situations, ou seja, operações envolvendo empresas ou instituições com dificuldades financeiras. Apesar da experiência nesses casos, as incertezas aumentaram diante do novo cenário imposto pela investigação policial.
Outro fator que pesou nas negociações foi a falta de autorização do Banco Central e a ausência de um empréstimo-ponte do Fundo Garantidor de Crédito. De acordo com pessoas próximas ao processo, sem essas aprovações, a possibilidade de uma solução rápida para o Digimais ficou ainda mais distante.
Além disso, relatório divulgado pela agência Fitch na segunda-feira, 22, apontou risco de insolvência envolvendo o Digimais. Esse novo componente trouxe preocupação adicional quanto ao futuro da instituição financeira e à concretização de uma possível aquisição pelo BTG Pactual.
O banco Digimais é investigado na Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal. Edir Macedo é controlador do banco e figura entre os alvos das investigações. As discussões sobre a compra continuam incertas, à espera de definições das autoridades reguladoras e do andamento das apurações policiais.





