Da redação
O petróleo encerrou o pregão em baixa nesta terça-feira, 23 de julho, após negociações entre Estados Unidos e Irã e diante da flexibilização de restrições americanas ao petróleo iraniano. As movimentações ocorreram em mercados internacionais, refletindo também o fluxo estável de embarcações pelo Estreito de Ormuz, importante corredor global da commodity.
O petróleo WTI para entrega em agosto recuou 0,88%, fechando a US$ 73,21 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex). Em Londres, o Brent para setembro caiu 0,93%, cotado a US$ 76,80 o barril na Intercontinental Exchange (ICE).
Declarações divergentes entre representantes dos EUA e do Irã trouxeram volatilidade ao mercado, com oscilações perto da estabilidade antes do novo recuo. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que Teerã aceitou inspeções nucleares de alto nível e destacou a decisão de manter o Estreito de Ormuz aberto, enquanto o Irã negou novas autorizações para visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Analistas do Saxo Bank avaliaram que a decisão dos EUA de flexibilizar sanções pode beneficiar as exportações de cerca de 30 milhões de barris iranianos que saíram dos portos na última semana. A instituição ressaltou ainda que dados de navegação confirmaram o trânsito de grandes volumes de petróleo pelo Estreito de Ormuz no fim de semana, reforçando expectativas de estabilidade da oferta.
Segundo a consultoria Ritterbusch & Associates, o mercado pode enfrentar mais quedas nos preços em razão da atenção ao aumento da oferta e afrouxamento nos balanços globais. A empresa aponta que uma possível recomposição dos estoques comerciais e da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA pode gerar suporte adicional aos preços futuramente.
O Estreito de Ormuz é responsável por grande parcela do transporte marítimo de petróleo mundial. Os estoques de petróleo ainda permanecem em patamares historicamente baixos, o que segue sendo monitorado por analistas e operadores para possíveis impactos futuros nos preços.





