Da redação
A missão de observação eleitoral da União Europeia afirmou nesta terça-feira, 23, que não identificou irregularidades no segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia. O pleito, considerado o mais disputado da história do país, ocorreu no domingo e foi vencido por Abelardo de la Espriella com margem estreita.
Iván Cepeda, candidato da esquerda, declarou que só reconhecerá oficialmente a vitória de De la Espriella após a conclusão da apuração final. Conforme a missão europeia, essa apuração estaria “praticamente concluída”. O resultado da pré-contagem indica 49,6% dos votos para De la Espriella, diferença de pouco mais de 250 mil votos.
De acordo com Esteban González Pons, representante da missão da União Europeia, “não observamos nenhuma irregularidade” na contagem de votos. A missão mobilizou 150 observadores para acompanhar o segundo turno. O Centro Carter, organização americana, também endossou a “transparência” da autoridade eleitoral colombiana.
Mesmo com as declarações dos observadores, apoiadores da esquerda protestaram desde domingo e divulgaram imagens comparando atas eleitorais nas redes sociais. Esse tipo de iniciativa foi semelhante à realizada anteriormente por apoiadores da líder opositora venezuelana María Corina Machado, em contexto eleitoral semelhante.
A missão diplomática da União Europeia informou que seu monitoramento apontou coincidência de “99,9%” entre a pré-contagem e a apuração final dos votos. As organizações internacionais também destacaram a participação de mais de 63% dos eleitores, índice considerado o mais alto já registrado no país.
Abelardo de la Espriella, que se autodenomina “O Tigre”, assumirá o governo em 7 de agosto para um mandato até 2030, sucedendo Gustavo Petro. O presidente em exercício liderou o primeiro governo de esquerda da Colômbia, marcado por forte expansão de investimentos sociais e popularidade entre as classes de menor renda.





