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Conselho de Segurança da ONU aprova resolução que reforça punição a ataques a boinas-azuis


Da redação

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade, nesta terça-feira, a resolução 2823, que visa reforçar a responsabilização por ataques contra soldados de paz das Nações Unidas. A votação ocorreu na sede da organização e busca responder ao aumento das ofensivas contra os chamados boinas-azuis em missões internacionais.

O texto aprovado pelos 15 membros do Conselho propõe avanços nos processos de investigação e prestação de contas, alinhando-se ao direito internacional, segundo o qual ataques aos soldados de paz podem ser considerados crimes de guerra. A proposta busca dar resposta ao crescimento do número e da sofisticação desses ataques nos últimos anos.

A resolução, copatrocinada por 150 países, representa um recorde de apoio e demonstra a relevância do tema para a comunidade internacional. Desde o início das Missões de Paz da ONU, em 1948, mais de 4.500 soldados de paz perderam a vida. Entre eles, 183 são paquistaneses, segundo o representante do Paquistão, país proponente do texto.

O paquistanês Asim Iftikhar Ahmad afirmou que, frequentemente, ataques aos boinas-azuis não têm a devida apuração, com pouca responsabilização após os incidentes. Segundo Ahmad, “o objetivo da resolução é fazer o Conselho ir além de declarações de condenação e mensagens de condolências”, defendendo maior clareza e ação após esses casos.

Após a aprovação, a representante da Dinamarca, Christina Markus Lassen, agradeceu o compromisso dos membros do Conselho, ressaltando que a decisão envia mensagem de solidariedade aos mais de 5 mil soldados que atualmente servem em Missões de Paz. Ela afirmou ainda que “a comunidade internacional está de olho e que os crimes não ficarão sem punição”.

A resolução destaca o aumento de ataques às forças de paz, inclusive por grupos armados e terroristas com uso de tecnologias emergentes. O texto incentiva países que contribuem com tropas a enviar equipes de investigação e solicita relatório anual do secretário-geral à ONU sobre o andamento de investigações referentes a esses atos de violência.