Da redação
A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (25), a Operação Afluente para investigar suposto esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares no Distrito Federal. A ação ocorre no Distrito Federal, Goiás e Maranhão, visando integrantes dos setores público e privado, conforme informações apuradas.
Os agentes cumpriram 18 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Durante as diligências, foram encontrados maços de dinheiro e um helicóptero. Até o momento, não há confirmação do valor apreendido nem do local exato das apreensões, segundo informou a Polícia Federal.
As investigações indicam que os recursos teriam sido movimentados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Posteriormente, esses valores teriam sido direcionados à contratação de empresas, que seriam vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado no suposto esquema.
Entre os alvos da operação está o deputado Josimar Maranhãozinho (PL-MA), que teve seu endereço no Distrito Federal vasculhado por agentes. Ele é apontado como sócio de uma das empresas sob investigação, que teria participado da execução de obras financiadas pelas emendas parlamentares em questão.
Josimar Maranhãozinho foi condenado pela Primeira Turma do STF a 6 anos e 5 meses de prisão por desvio de emendas parlamentares no Maranhão. Na mesma decisão, também foram condenados os ex-deputados Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE). Segundo denúncia, teriam cobrado R$ 1,6 milhão em propina e destinado R$ 6,7 milhões ao município de São José de Ribamar.
O caso está relacionado ao chamado orçamento secreto, composto pelas emendas de relator, prática extinta em dezembro de 2022 após o STF considerá-la inconstitucional. O tribunal apontou falta de transparência e rastreabilidade quanto aos parlamentares responsáveis pela indicação das movimentações de recursos públicos.





