Da redação
O Ministério da Saúde do Brasil informou nesta quinta-feira (25) que está em contato com a Venezuela para oferecer insumos e profissionais da área da saúde, após dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingirem o país vizinho na quarta-feira (24). A medida visa apoiar a resposta à crise humanitária gerada pelos abalos sísmicos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o contato com o Ministério da Saúde da Venezuela busca definir as formas de auxílio brasileiro. “Desde ontem pela noite, seguindo diretrizes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizemos contato com a OPAS e Ministério da Saúde do nosso país vizinho colocando-nos à disposição para qualquer ação humanitária”, afirmou Padilha em rede social.
Ainda conforme informações da pasta, o governo venezuelano não oficializou um pedido de ajuda até o momento. A assessoria do Ministério da Saúde detalhou que o Brasil aguarda o encaminhamento formal para dar sequência ao envio dos recursos e de profissionais qualificados.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), ligada à OMS, já está atuando em solo venezuelano no enfrentamento das consequências do terremoto. De acordo com Jarbas Barbosa, chefe da OPAS, a entidade trabalha juntamente com as autoridades locais para coordenar ações emergenciais e avaliar a amplitude das necessidades da população atingida.
Barbosa explicou que há apoio do Centro de Operações de Emergência em Washington, que participa da resposta à crise e faz a coordenação necessária com a ONU e outros parceiros internacionais para atender às demandas prioritárias. O cenário exige resposta ágil diante da dimensão do impacto registrado.
Até a manhã desta quinta-feira, dados oficiais contabilizam 164 mortos e 970 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) projeta a possibilidade de dezenas de milhares de vítimas e perdas econômicas entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto da Venezuela. Diversos chefes de Estado se solidarizaram e prometeram auxílio ao país sul-americano.





