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Terremotos na Venezuela deixam 164 mortos e mobilizam buscas por sobreviventes


Da redação

Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas após dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingirem o norte da Venezuela, com epicentro em La Guaira, cidade vizinha de Caracas. De acordo com a presidente interina, Delcy Rodríguez, o aeroporto principal permanece fechado e La Guaira foi declarada “zona de desastre”.

Segundo relatos de moradores e registros da AFP, prédios desabaram, outros ficaram rachados e populares buscavam sobreviventes sob escombros, em meio a cenas de pânico. Em Catia La Mar, região costeira, houve registros de pessoas presas, saques e pedidos de ajuda das vítimas. Rodríguez afirmou que o governo está concentrando esforços de resgate, transferindo equipes de outras regiões para La Guaira e Caracas. O governo decretou estado de emergência nacional.

A presidente afirmou manter diálogo com a Organização das Nações Unidas para viabilizar o envio de equipes especializadas de resgate. O papa Leão XIV destinou mais de US$ 100 mil à Venezuela. Estados Unidos, Chile, México, Espanha, Alemanha, Itália, Suíça, China, Índia, União Europeia e países latino-americanos ofereceram apoio. O presidente Donald Trump declarou que equipes de busca, recursos médicos e assistência humanitária estão sendo mobilizados.

A força dos terremotos foi sentida também na Colômbia e em outros estados venezuelanos. Conforme o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o primeiro tremor ocorreu às 18h04 no horário local, seguido do segundo quase um minuto depois, o mais intenso desde 1900 no país. O último grande terremoto registrado na Venezuela havia acontecido em 1997, em Cariaco, deixando 73 mortos.