Da redação
A Justiça da Coreia do Sul condenou a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a sete anos de prisão ao considerá-la culpada de aceitar joias em troca de favores em nomeações para cargos públicos. Segundo o tribunal, os itens eram provenientes de empresários e políticos e envolviam valores elevados.
O tribunal apontou que Kim, de 53 anos, recebeu joias avaliadas em 103 milhões de won (aproximadamente US$ 67 mil ou R$ 347 mil) de um magnata da construção civil, em troca de interceder pela nomeação do genro dele. Entre os itens, estavam um colar da Van Cleef & Arpels, um broche da Tiffany & Co. e brincos da Graff.
Além disso, de acordo com as autoridades, ela recebeu uma tartaruga de ouro estimada em US$ 1.700 (R$ 8.820) de um político e um relógio Vacheron Constantin avaliado em US$ 25.400 (R$ 131.790). Esse último teria sido doado por um empresário do ramo de “cães robôs”.
Kim já cumpre pena de quatro anos por manipulação do mercado de ações e corrupção. Ela é esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, que, conforme decisão judicial, foi condenado a décadas de prisão por ter declarado uma lei marcial fracassada. Kim afirma que é inocente e nega que os presentes tenham sido oferecidos em troca de favores.





