Da redação
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou o leilão de reserva da capacidade do setor elétrico realizado pelo governo. Segundo o parlamentar, o modelo pode gerar custos superiores a R$ 500 bilhões ao longo de dez anos, com impacto nas tarifas de energia. Ele afirmou que ações judiciais levaram a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a adiar a homologação do leilão.
De acordo com Girão, o Brasil possui ampla oferta de energia, especialmente de fontes renováveis. O senador questionou a concepção do leilão, que, segundo ele, prioriza usinas termelétricas, e defendeu alternativas de armazenamento, destacando as baterias como opção mais eficiente.
Girão afirmou: “Esse leilão já começou errado, desde a sua origem, em sua concepção, por priorizar termelétricas movidas a gás, carvão e óleo diesel, pois são pesadas estruturas, muito poluentes e caríssimas. Como é um sistema de reserva, para atingirem seu potencial de carga, elas precisam ser ligadas com horas de antecedência. A melhor solução energética são as baterias conhecidas pelo nome de Bess, que atingem seu potencial de carga instantaneamente”. Ele também defendeu a revisão do modelo adotado, uma atuação mais firme da Aneel e a ampliação de estudos técnicos e consultas a especialistas.
Durante o pronunciamento, Girão manifestou solidariedade à população da Venezuela, atingida por terremotos na noite de quarta-feira (24), e defendeu esforços de apoio humanitário. “O que a gente pode fazer, além de orar, é envidar todos os esforços para ajudar esse povo amigo”, afirmou o senador.





