Da redação
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, por meio do Núcleo de Controle da Atividade Policial, instaurou notícia de fato para apurar denúncia de supostos abusos praticados por policiais civis durante a abordagem e a prisão de um advogado em uma academia de ginástica de Planaltina.
O Núcleo de Controle da Atividade Policial requisitará informações à Polícia Civil, à Polícia Militar e à Academia Evolve. A academia deverá preservar e encaminhar imagens do circuito de segurança e esclarecer quais funcionários estavam presentes no momento da ocorrência. A manutenção e o envio desses registros visam instruir a investigação.
Conforme a representação, o episódio teve início durante um desentendimento entre o advogado e outra frequentadora da academia sobre o uso de um equipamento de musculação. Segundo o relato, a mulher ofendeu o advogado, retornou ao local com policiais civis e ocorreu então a abordagem seguida da prisão. O advogado afirma ter solicitado a presença da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil e informado sobre ser pessoa com Transtorno do Espectro Autista, mas não teria sido atendido.
O advogado relata ainda ter sofrido agressões físicas, sido impedido de contatar outro advogado e de receber atendimento durante a custódia. Segundo a representação, ele foi conduzido à 16ª Delegacia de Polícia, autuado em flagrante pelos crimes de injúria, ameaça e resistência, permaneceu algemado, não teve o pedido de assistência da OAB atendido e não recebeu medicação após uma crise de pânico. Após crise hipertensiva e atendimento do Samu, o advogado sofreu convulsão e foi encaminhado ao Hospital Regional de Planaltina.





