Da redação
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação lançou, em Juazeiro (BA), um conjunto de projetos direcionados ao Semiárido, com foco em inovação, desenvolvimento regional e inclusão social. Entre as iniciativas estão o reaproveitamento de água, geração de energia limpa em propriedades rurais, uma plataforma digital para agilizar o tratamento de câncer e o fortalecimento da educação científica em escolas públicas. O Vale do São Francisco receberá mais de R$ 43 milhões em investimentos.
Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos afirmou que as ações têm como objetivo “melhorar a vida das pessoas”, levando mais água, produção, saúde, educação e inovação à região. Ela destacou que a ampliação dos investimentos em ciência e tecnologia permitiu ao ministério investir mais de R$ 1,3 bilhão na Bahia entre 2023 e 2025. Entre os projetos apresentados, está o Sistema Sara, desenvolvido pelo Instituto Nacional do Semiárido para tratar esgoto doméstico e reutilizar a água na agricultura.
A diretora substituta do instituto, Dilma Trovão, explicou que o Sistema Sara trata a água de residências para uso agrícola, promovendo saneamento ambiental, fortalecendo a agricultura familiar e melhorando a dignidade das populações do Semiárido. O programa contará com investimento de R$ 21 milhões para 41 novas unidades, sendo 16 na Bahia, e já beneficiou centenas de famílias em nove estados da região. O ministério também anunciou R$ 1,2 milhão para o Projeto Dant, voltado ao desenvolvimento de ferramentas digitais para apoio ao tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde, beneficiando cerca de 2,1 milhões de pessoas em 53 municípios da Bahia e de Pernambuco.
Outras ações incluem a ampliação do programa Mais Ciência na Escola, com laboratórios maker e bolsas de iniciação científica em Juazeiro, e o lançamento do Sistema de Diagnóstico Rural Familiar, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal da Bahia, no Campus Irecê, para apoiar a agricultura familiar com o uso de inteligência artificial e recomendações de manejo agrícola. Na Bahia, 182 escolas já participam do programa de educação científica, recebendo mais de R$ 18 milhões em investimentos do ministério.





