Da redação
Burkina Faso, Chade, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Sudão participam de um projeto coletivo para construir uma barreira de 8.000 quilômetros com o objetivo de conter o avanço do deserto na África, segundo a União Africana.
De acordo com a iniciativa, chamada Grande Muralha Verde, a expectativa é restaurar terras degradadas nas regiões do Sahel e do Saara, áreas que sofrem intensa pressão da seca e da desertificação. O projeto visa também criar novas oportunidades de renda para as populações afetadas.
A União Africana destaca que a Grande Muralha Verde é considerada um dos maiores esforços ambientais do continente, envolvendo colaboração entre diversos países e organismos internacionais. O intuito principal é recuperar solos, preservar ecossistemas e mitigar os impactos ambientais e sociais da expansão do deserto.
Segundo informações oficiais, a muralha se estenderá ao longo de toda a faixa sul do deserto do Saara, abrangendo diversos ecossistemas e populações. O projeto busca enfrentar desafios históricos de degradação ambiental que afetam milhões de pessoas em dezenas de comunidades ao longo do território africano.





