Da redação
O governo federal lançou e colocou em operação a Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal, iniciativa dos ministérios das Comunicações e da Justiça e Segurança Pública. A rede integra órgãos públicos em um ambiente exclusivo de comunicação, com investimento de R$ 1 bilhão. A conclusão está prevista para dezembro de 2027.
Segundo o Ministério das Comunicações, a Rede Privativa já conecta a Polícia Militar do Distrito Federal, o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal. Antes da implantação, cada instituição operava sistemas próprios e isolados, dificultando a integração. O objetivo, conforme o governo, é garantir comunicações seguras e independentes das redes comerciais.
A iniciativa é uma das principais obrigações derivadas do leilão do 5G realizado em 2021. Parte dos investimentos foi direcionada à construção dessa infraestrutura permanente para a administração pública e será executada pela Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações.
A rede contará com cobertura nas 27 capitais, cerca de 1.863 quilômetros de fibra óptica metropolitana, 106 Pontos de Presença e ao menos 6.500 pontos de acesso. O ministro da Justiça, Wellington Lima, declarou durante o lançamento que “a transversalidade é necessária e indispensável” no combate ao crime organizado. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que “o Estado brasileiro precisava de uma estrutura própria, segura e preparada para situações críticas”. Próximos eventos de ativação devem ocorrer em Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES).





