Da redação
Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher. Segundo a ex-primeira-dama, a decisão teve como objetivo dedicar-se “integralmente” ao marido, Jair Bolsonaro, e à filha do casal. A saída ocorre em meio a um conflito com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu enteado e pré-candidato ao Planalto.
Michelle afirmou ter se sentido “desrespeitada e humilhada” por Flávio, que, conforme ela, a excluiu das decisões do Partido Liberal. O empresário Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, declarou que “mulher vota muito mal”. A direção masculina do partido, presidido por Valdemar Costa Neto, predominou no impasse familiar.
As mulheres representam 52% do eleitorado, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, mas pautas sobre empoderamento, violência de gênero e divisão do trabalho são tratadas como periféricas nas campanhas, segundo analistas. Flávio enfrenta dificuldades para conquistar o voto feminino, apesar de encontros com mulheres da direita. Damares Alves (Republicanos-DF), senadora próxima de Michelle, já informou que não participará de agendas com Flávio.
Lula evita comprometer-se com a paridade de gênero nos ministérios. Países como o México já adotaram esse modelo. PL e PT, adversários históricos, uniram-se para questionar no Tribunal Superior Eleitoral a regra que amplia recursos para mulheres e negros, defendendo que ela só valha para eleições proporcionais. Ambos também apoiaram a anistia a partidos que descumpriram cotas de raça e gênero.




