Por Alex Blau Blau
Ex deputado afirmou que a recepção durante partida da Seleção Brasileira demonstra, na avaliação dele, que a condenação não abalou sua imagem perante apoiadores
O ex deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que o apoio recebido de brasileiros durante a partida entre Brasil e Japão, pela Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, representa uma resposta às decisões do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista concedida nesta quarta feira, ele declarou que as manifestações de carinho durante o evento esportivo mostram, segundo sua avaliação, que sua condenação não repercutiu negativamente entre seus apoiadores.
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro disse que tomou conhecimento da pena pela imprensa e voltou a contestar a decisão judicial que o condenou a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso da Justiça. O ex parlamentar também classificou o processo como uma perseguição motivada por questões políticas.
Ao comentar a vitória da Seleção Brasileira, Eduardo fez referência ao número utilizado pelo atacante Gabriel Martinelli, autor do gol decisivo, associando o uniforme ao número utilizado por Jair Bolsonaro nas últimas disputas eleitorais.
A condenação foi imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e prevê, além da pena de prisão em regime inicial semiaberto, a perda definitiva do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão também estabelece a suspensão dos direitos políticos por oito anos após o cumprimento integral da pena, tornando o ex deputado inelegível durante esse período.
Apesar da condenação, Eduardo Bolsonaro permanece em liberdade. Isso ocorre porque o acórdão do julgamento ainda não foi publicado, etapa necessária para a apresentação de recursos pela defesa antes do encerramento definitivo do processo.
Licenciado do mandato desde março de 2025, Eduardo Bolsonaro vive atualmente nos Estados Unidos, onde tem mantido agendas políticas e encontros com parlamentares e integrantes do governo norte americano em defesa do ex presidente Jair Bolsonaro e em críticas às decisões do Supremo Tribunal Federal.




