Da redação
O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de metade da população da Grande São Paulo, passou a operar na faixa de alerta, conforme informou a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), após encerrar junho com 39,87% do volume útil.
O nível registrado ficou abaixo dos 40,52% ao fim de maio, levando o sistema da faixa de atenção para a de alerta, conforme previsto pela resolução que regula a operação dos reservatórios. Segundo as agências, a entrada na faixa de alerta determina que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduza a retirada de água do Cantareira, de até 31 metros cúbicos por segundo para até 27 metros cúbicos por segundo.
A Sabesp poderá usar a água eventualmente transposta do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul. O início do chamado período seco no sistema ocorreu em junho. Entre o fim de 2025 e o começo de 2026, o Cantareira permaneceu por cinco meses em nível crítico.
O Cantareira integra os reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,5 bilhões de litros. Segundo a ANA e a SP Águas, é importante adotar medidas de uso racional da água “para preservar o volume de água armazenado nos reservatórios do sistema”.




