Da redação
Delegações de 20 países participaram da Segunda Reunião da Mesa Diretiva sobre Cooperação Sul-Sul da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, presidida pelo Chile. O encontro teve início com um ato de solidariedade à Venezuela após terremotos que, segundo a Comissão, causaram quase dois mil mortos. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe afirmou ter oferecido apoio emergencial à reconstrução das áreas atingidas.
Em discurso de abertura, José Manuel Salazar-Xirinachs, secretário-executivo da Comissão, destacou os desafios do desenvolvimento regional diante da falta de recursos. Ele ressaltou que nenhum país é capaz de superar sozinho problemas como mudanças climáticas, crises sanitárias, insegurança alimentar, fluxos migratórios, transformação digital ou gestão de desastres, especialmente em um cenário de fragmentação econômica e rivalidades geopolíticas.
As delegações presentes concordaram que a Cooperação Sul-Sul deve ser instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável, fortalecimento da integração e promoção de uma ordem internacional mais inclusiva, conforme afirmaram. Enrique O’Farrill Julien, diretor executivo da Agência Chilena de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, afirmou que o esforço contribui para incluir as prioridades da América Latina e do Caribe nos debates globais.
O grupo também discutiu estratégias para Cooperação Sul-Sul e triangular diante de novos desafios globais. Como resultado, foi aprovada a incorporação da perspectiva de gênero na gestão de riscos de desastres e a orientação de princípios como antecipação, prevenção, identificação, mitigação e resposta nas ações humanitárias. Os países pediram ainda a elaboração de uma proposta de estratégia regional fundamentada em abordagens multidimensionais.





