Da redação
A Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Unha e Carne para aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro atribuída a uma organização criminosa. Conforme a corporação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, além do sequestro de bens e valores que somam aproximadamente R$ 22 milhões, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, esta fase teve início após análise de documentos anteriormente apreendidos, nos quais teriam sido identificados indícios de contabilidade paralela para lavagem de capitais, além de registros de supostos pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares. Os materiais embasaram novos pedidos de diligência por parte da corporação.
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Unha e Carne foi desencadeada no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635/RJ, também conhecida como ADPF das Favelas. Esta determinação obriga a investigação da atuação dos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro e suas possíveis conexões com agentes públicos.
Na fase anterior da operação, deflagrada em maio, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso por suspeita de participação em organização criminosa. Conforme a Polícia Federal, naquela ocasião o objetivo era desarticular supostas fraudes em compras e serviços para a Secretaria de Educação do estado. Também foram encontradas mensagens que citavam atos violentos e interceptadas conversas entre o parlamentar e outros acusados, com autorização judicial.




