Da redação
O Brasil permanece com cerca de 6,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, segundo especialistas, mesmo após ter deixado o Mapa da Fome há um ano. A saída foi resultado de menos de 2,5% da população vivendo com risco de subnutrição, conforme dados recentes.
Lucas de Almeida Moura, pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Combate à Fome da Universidade de São Paulo, afirma que a permanência desse avanço depende de políticas públicas contínuas em emprego, renda, saúde, educação e segurança alimentar. Moura destaca que o acesso adequado à alimentação exige estrutura abrangente, incluindo garantia de renda mínima, saneamento, educação e segurança pública.
Valéria Burity, secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, do Ministério do Desenvolvimento Social, ressalta que a meta é assegurar o direito à alimentação adequada para toda a população. Entre as ações de impacto estão o Plano Brasil sem Fome, a elevação do salário mínimo, incentivos à agricultura familiar e fortalecimento de programas como o Bolsa Família e a alimentação escolar.
Estudo liderado por Moura, divulgado em janeiro, apresentou o Índice Multidimensional de Insegurança Alimentar, revelando que estados do Norte e Nordeste concentraram maiores índices de insegurança entre 2018 e 2022. Segundo os dados, 77% da população brasileira têm acesso regular e suficiente a alimentos, representando o melhor resultado da série histórica.




