Da redação
O Tribunal do Júri de Ceilândia condenou Sidney Mota Arouche a 37 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado por tentativa de feminicídio contra a companheira, em crime ocorrido no Setor QNP, região administrativa. A decisão determinou a execução imediata da pena e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Segundo a sentença, o júri reconheceu que Arouche agiu com intenção de matar ou assumiu o risco do resultado, motivado pela condição de sexo feminino da vítima, em contexto de violência doméstica. O crime teve agravante pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, com aumento máxima da pena.
Na dosimetria, o juiz presidente destacou que o ataque ocorreu logo após o despertar da vítima, quando sua capacidade de reação estava reduzida. O crime foi cometido em via pública, o que agravou a conduta. Conforme a decisão, a vítima ficou internada por três meses e cinco dias, desenvolveu hérnia e passou a depender de bolsa de colostomia.
O magistrado também considerou a conduta social e os antecedentes criminais de Arouche, que já possui condenação anterior por latrocínio e cumpre pena relacionada a esse delito. Testemunhas ouvidas apontaram histórico contínuo de violência doméstica no relacionamento entre autor e vítima.




