Da redação
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços elevou a projeção de superávit da balança comercial brasileira para US$ 90 bilhões em 2026, conforme anunciado após a identificação de desempenho acima do esperado nas exportações e importações durante o primeiro semestre. A estimativa representa aumento de 32,3% em relação ao saldo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025 e, se confirmada, será a segunda maior da série histórica, atrás apenas do resultado de 2023.
O ministério também revisou as projeções para o fluxo de comércio em 2026. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, a revisão foi motivada pela aceleração do comércio exterior: “Observamos uma aceleração dos fluxos, tanto de exportação quanto de importação, que ajudaram a elevar esse valor previsto”. Para as exportações de 2026, a expectativa subiu para US$ 394,4 bilhões, US$ 30,2 bilhões acima da previsão anterior. As importações projetadas passaram de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.
Os dados divulgados também incluem o resultado da balança comercial de junho, quando o Brasil obteve superávit de US$ 9,8 bilhões. O resultado foi impulsionado por exportações recordes de US$ 36,3 bilhões no mês, aumento de 24,9% em relação a junho de 2025. As importações totalizaram US$ 26,5 bilhões, crescimento de 14,4%, com destaque para o setor extrativo, cujas exportações cresceram 58,4%.
O principal destaque do período foi o desempenho do petróleo bruto, cujo valor exportado subiu devido ao aumento de 67,6% no preço internacional e de 6,8% no volume embarcado em relação a junho do ano anterior. Também contribuíram exportações de soja, carnes, combustíveis e farelo de soja. Entre janeiro e junho, o superávit acumulado foi de US$ 42,4 bilhões, acima dos US$ 30,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025.




