Da redação
O governo da Venezuela informou que subiu para 2.645 o número de mortes confirmadas devido aos terremotos que devastaram regiões do país. Mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e milhares estão desalojadas, segundo as autoridades locais. O estado de La Guaira, próximo a Caracas, concentra a maior parte dos esforços de resgate.
Na véspera, Delcy Rodríguez, que responde interinamente pela liderança do país, havia contabilizado 2.595 mortos, o que representa um aumento de 50 vítimas em um dia. Rodríguez defende a atuação das autoridades e afirma que operações de busca e resgate permanecem em andamento. Ela rebateu críticas sobre lentidão e insuficiência da resposta oficial, acusando “laboratórios midiáticos” de dificultarem o trabalho das equipes.
Seguem os esforços para localizar sobreviventes entre os escombros, envolvendo equipes nacionais e internacionais, como na retirada do vigilante Hernán Gil, de 43 anos, encontrado em La Guaira. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para auxiliar nas buscas. O Programa Mundial de Alimentos da ONU solicitou US$ 50 milhões para atender emergências.
A tragédia agravou a já existente crise humanitária no país, onde a ONU estima que quase oito milhões de pessoas necessitam de algum tipo de auxílio. A Organização Mundial da Saúde alertou para o risco de epidemias diante da “pressão extrema” sobre o sistema de saúde. Os prejuízos totais são calculados em US$ 6,7 bilhões, cerca de 6% do Produto Interno Bruto venezuelano.




