Por Alex Blau Blau
Gianni Infantino manifestou apoio ao capitão da França e defendeu medidas firmes para combater o racismo no futebol após declarações feitas por uma parlamentar do Paraguai
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, repudiou publicamente os ataques racistas dirigidos ao atacante francês Kylian Mbappé após a classificação da França para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026. As ofensas partiram da senadora paraguaia Celeste Amarilla e provocaram forte repercussão internacional.
Em manifestação divulgada nas redes sociais, Infantino afirmou que condena de forma categórica as declarações dirigidas ao jogador e destacou que o futebol e a sociedade devem permanecer unidos no combate ao racismo. Segundo o dirigente, o esporte precisa continuar sendo um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas.
As declarações da parlamentar ocorreram logo após a derrota do Paraguai para a França nas oitavas de final do Mundial. Em publicações nas redes sociais, ela utilizou expressões de caráter racista e também fez ataques à origem familiar do camisa 10 francês.
Mbappé respondeu às ofensas e afirmou que as declarações não representam o povo paraguaio. O atacante também declarou que a senadora é incompatível com a função pública que exerce e ressaltou que o Paraguai demonstrou paixão e dignidade ao longo da competição.
O caso gerou ampla repercussão e reforçou o debate sobre o combate ao racismo no esporte. A manifestação do presidente da Fifa se soma às diversas demonstrações de solidariedade ao capitão da seleção francesa, que voltou a defender a necessidade de enfrentar com firmeza qualquer forma de discriminação dentro e fora dos gramados.





