Da redação
O Fundo Monetário Internacional elevou as projeções para o crescimento da economia brasileira e agora estima avanços de 2,4% em 2026 e 2,2% em 2027. Segundo o organismo internacional, as previsões são mais otimistas do que as do mercado.
O relatório Focus aponta que a mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto em 2026 está em 1,99% e, para 2027, em 1,69%. Alguns economistas demonstram pessimismo em relação ao desempenho econômico, citando desafios fiscais que podem limitar o espaço para estímulos governamentais.
Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Pine, avalia que juros elevados, comprometimento de renda das famílias, redução na oferta de crédito e menor capacidade de estímulo fiscal tendem a gerar uma desaceleração maior do PIB em 2027. Oliveira diminuiu sua projeção para o próximo ano de 1,4% para 0,8%.
Em relatório enviado a clientes, o banco BTG Pactual afirmou que o cenário para 2027 será mais adverso, prevendo crescimento de 1,1% do PIB, com “assimetria baixista”. A instituição ressalta que a manutenção da taxa de juros em patamar elevado e o impulso fiscal considerado “próximo da neutralidade” devem afetar o desempenho econômico.




